Monday, May 7, 2012

Nova carreira de transportes públicos na Lousã



Medida tem como objectivo potenciar a mobilidade e apoiar o comércio tradicional.
Após, na semana passada, a Zona Empresarial do Alto do Padrão ter passado a dispor de uma carreira de transporte público rodoviário, facilitando assim a mobilidade de todos aqueles que operam neste pólo empresarial, esta semana, mais precisamente no dia 05 de Maio, começou uma nova carreira que tem início em Casal de Ermio, passando por Foz de Arouce, Gândaras e terminando no Mercado Municipal da Lousã.
Refira-se que esta carreira, que se realiza às 3.ªs feiras e Sábado, foi criada propositadamente para que os munícipes residentes nas Freguesias envolvidas, possam efectuar as suas compras no Mercado Municipal (que se realiza nestes dias) e também no Comércio Tradicional.
Esta nova carreira, devidamente articulada e publicitada com as Juntas de Freguesia, prevê saídas de Casal de Ermio, às 08h20, com paragens em Vale Escuro, Marmeleira (cruzamento), Ponte Velha, Covelos, Foz de Arouce, Fonte da Pulga, Póvoa da Lousã, Olival, Fontaínhas, Papanata e chegada ao Mercado da Lousã às 09h. O circuito inverso tem início às 11h30m.
A nova carreira, a exemplo da criada para a Zona Empresarial do Alto do Padrão, insere-se no Plano Municipal de Mobilidade de Transportes Públicos Rodoviários e vai ao encontro de diversas medidas de apoio aos munícipes e empresários do Concelho.
Com a colocação em funcionamento de mais esta fase do Plano Municipal de Mobilidade de Transportes Públicos Rodoviários, a Câmara Municipal pretende facilitar a mobilidade dos cidadãos e dar mais centralidade às Freguesias do Concelho.
De referir que estas carreiras têm carácter experimental e a sua manutenção dependerá de vários factores, nomeadamente da avaliação do número de utilizadores.

Tuesday, December 20, 2011

Nova acção do Movimento Cívico



“Dia 7 de Janeiro, sábado, Coimbra, Lousã, Góis e Miranda avançam sobre Lisboa.
O Movimento Cívico e as populações não se calarão até que a classe política cumpra as promessas.
O Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Góis e Miranda reuniu, como anunciado, no dia 20, pelas 21 horas, no Centro Social Comunitário de Miranda do Corvo.
O objectivo foi preparar a deslocação a Lisboa, para Cantar as Janeiras ao Ministro Álvaro Santos Pereira, no sábado 7 de Janeiro de 2012, reivindicando a necessidade do Governo assegurar a continuidade das obras no Ramal da Lousã/ Metro Mondego.
Na reunião estiveram cidadãos e autarcas dos quatro concelhos: Góis, Lousã, Miranda e Coimbra. Para além dos vários Presidentes de Junta de freguesia, estiveram presentes os vereadores de Miranda e Góis, bem como
o novo Presidente da Câmara de Lousã.
No dia 7 de Janeiro a concentração será feita pelas 7h 30m, em pontos a indicar nos quatro concelhos. Coimbra, Lousã, Góis e Miranda.
DE autocarro os manifestantes deslocar-se-ão para Lisboa onde chegarão pelas 10h 30m, concentrando-se no largo Camões, uma vez que o Ministério esta localizado na Rua da Horta Seca.
No final da acção de publica reivindicação, os participantes deslocar-se-ão do Largo de Camões para a Zona da Expo onde almoçarão.
Para esta manifestação o Movimento Cívico espera ter o apoio dos mais importantes partidos : CDS, PSD, PS, PCP, BE e Verdes uma vez que todos manifestaram apoio á concretização da ligação, sobre carris, entre Serpins e Estação Velha.
O Movimento Cívico vai contactar os Deputados eleitos pelo Distrito para se associarem a esta iniciativa e acompanharem os Presidentes de Câmara e outros autarcas das Assembleias Municipais e de Freguesia.
O Movimento espera que muitos populares e várias organizações locais se associem a esta viagem reivindicando junto dos membros de Governo responsáveis pela continuidade da obra Metro Mondego/Ramal da Lousã.
Os interessados deverão solicitar informações sobre esta viagem junto das Juntas de Freguesia e das Câmaras Municipais.

È a primeira vez que o Movimento conta com o apoio popular vindo do concelho de Góis, facto que demonstra a vitalidade e a solidariedade alargada da região.
Esta não é uma luta claramente supra partidária onde a Região de Coimbra manifesta publicamente que exige ser tratada de forma digna e séria.
Com esta ida a Lisboa o Movimento Cívico pretende reunir com o Ministro da Economia e com o Secretario de Estado dos Transportes para obter informações concretas sobre a continuação das obras no Ramal da Lousã/Metro Mondego, de molde a garantir a existência de um sistema de transporte público de passageiros, sobre carris, de preferência eléctrico, entre Serpins e EstaçãoVelha/Coimbra.
Perante as circunstancias económicas de Portugal todos aceitam que as novas linhas, a construir dentro da cidade de Coimbra (Baixa HUC), possam ser adiadas até haver uma melhoria das condições financeiras.
O Movimento lembra que este processo Ramal da Lousã/Metro não deve ser confundido com obras megalómanas e novos projectos, uma vez que se trata de uma infra-estrutura com mais de cem anos, construída no tempo da Monarquia, que transportava mais de um milhão de passageiros por ano só no espaço Serpins- Estação Parque. Este numero mais que duplicava ao integrar a ligação ferroviária Estação Nova- Estação Velha, dentro de Coimbra.

Independentemente de todo o contexto económico salienta-se que o Senhor Presidente da Republica e o Senhor Primeiro Ministro assumiram publicamente posições que garantem que se vai encontrar uma solução para se efectivar a circulação de pessoas, sobre carris, entre Serpins e Coimbra/Estação Velha.
Recorda-se que todos os partidos na Assembleia da Republica assumiram o compromisso de o Estado concretizar uma ligação ferroviária, sobre carris, Serpins/Coimbra/Estação Velha.
Estamos perante um Projecto que em 2011 foi apoiado por votação unânime na Assembleia da Republica, que tem o apoio do Presidente da Republica Cavaco Silva e o compromisso público do Primeiro-ministro Passos Coelho.
A idoneidade dos mais altos dignitários do Regime é garantia que este processo Ramal da Lousã/ Metro vai ter uma solução satisfatória para as pessoas da região.”

Jaime Ramos, Movimento Cívico de Lousã e Miranda

Sunday, October 30, 2011

“Encerrada”


Imagens doutros tempos da Estação de Caminhos de Ferro de Miranda do Corvo

Encerrada aos domingos, mas não para obras… a bilheteira da Estação de Caminhos de Ferro de Miranda do Corvo, perdão diria mais da Gare de Autocarros de Miranda do Corvo.
Será por falta de pessoal?
Os bilheteiros da CP já são poucos, uns reformaram-se outros foram mudados de lugar e de terra, para conveniência da Companhia de Caminhos de Ferro  Portugueses. Esta empresa transportadora apresenta o maior número de chefes por metro quadrado do país. No entanto são as populações dum certo interior que vão pagando as favas numa lógica de encerramentos pouco clara por todo o país.
Há mais de cem anos atrás, no tempo da monarquia lutava-se para implementar o caminho-de-ferro, fonte de desenvolvimento para um certo interior. Hoje assistimos ao invés, ao encerramento das linhas e à desertificação do país.
Os cortes da troika poderiam começar pelas chefias e pelos carros de luxo novos da Administração da CP pagos por todos nós. Estou certo que assim se pouparia muito dinheiro.
Um parêntesis à parte, como podem os passageiros do comboio (lá estou eu de novo meus amigos) perdão dos autocarros adquirir bilhetes ou passes em bilheteiras encerradas nos apeadeiros e estações do Ramal?
E o mais caricato desta situação é que por vezes o funcionário da CP não vem (muitas vezes) quem abre a Estação de Miranda do Corvo são outras pessoas, que nada tem a ver com a CP (isto contado por muitos passageiros, que se deslocam diariamente para Coimbra ou para a Lousã).
Ao ponto que isto chegou meus caros amigos, as autoridades administravas que ajam e que tenham o que acharem por conveniente, neste país à beira mar plantado, onde o rega-bofe já é um lugar-comum.

Sunday, October 16, 2011

DIAP investiga Linha da Lousã


"O DIAP de Coimbra está a investigar uma queixa crime sobre a destruição da linha ferroviária da Lousã. Na participação feita por Jaime Ramos, porta voz do Movimento Cívico da Lousã e Miranda do Corvo, e Mário Nunes, são referidas suspeitas de "sabotagem, gestão danosa e delapidação do património." Jaime Ramos vai mais longe: "Poderemos equacionar a hipótese de estarmos perante a prática de terrorismo, uma vez que foi destruida uma infra-estrutura que servia as populações de três concelhos. Não foi através de uma bomba, mas foi uma destruição."
A população sente-se lesada e não se conforma que "tenham sido gastos dezenas de milhões de euros na destruição de uma linha centenária" que transportava mais de um milhão de passageiros por ano, refere Jaime Ramos. Os autores da queixa só vão desistir quando for reposta a circulação ferroviária desde Serpins, na Lousã, até à Estação Nova, em Coimbra.
"O País está a atravessar dificuldades, mas não podemos correr o risco de bancarrota moral, e houve pessoas que deram a sua palavra pela reposição da linha", garante Jaime Ramos, referindo-se ao Presidente da República e ao primeiro-ministro."
in Correio da manhã, Domingo, 16.10.2011, página 19


Friday, October 14, 2011

Destruição da Linha da Lousã origina queixa crime


Infelizmente já não temos o centenário Ramal da Lousã, pois fizeram o favor de acabarem com ele, para desespero dos mais de 40.000 habitantes que vivem nos concelhos de Miranda do Corvo e da Lousã, autênticos dormitórios de Coimbra.
As pessoas procuraram em tempos, casas por terras de Miranda e da Lousã, por estas serem mais baratas, que em Coimbra.
Para além da paz e da serenidade da região é possível ainda desfrutar os ares da serra e a serenidade. Agora viram desvalorizar os seus imóveis e o investimento de uma vida.
Para todos aqueles que nos visitavam o comboio tinha algo de mágico, de nostálgico, que desapareceu infelizmente.
Aliás esta região está sob o ataque cerrado dos Governos de Lisboa, sejam eles do PS ou do PSD, vimos fechar as urgências dos Centros de Saúde locais (Miranda do Corvo e Lousã).
O Ramal da Lousã (também se finou), venderam-nos a ideia dum metro que não passa agora dum milímetro e até as obras do IC3 podem vir a parar.
Tudo pára nesta região, alias ultimamente tornou-se "moda"...
Metro que teima em se afirmar desde 1996.
Só que nunca ninguém é responsabilizado, como já vem sendo um lugar comum por todo o país, aqui não roubaram um pão, aqui foram largos milhões à descarada e onde estão os carris? As antigas automotoras? A brita que revestia a via férrea e as sulipas?
Para onde foram? Será que ninguém faz perguntas? Será que ninguém viu nada?
Será que ninguém ganhou dinheiro com o desmantelamento da linha e do Ramal da Lousã?
Quanto dinheiro foi gasto nos aparcamentos e nas novas estações, ou nos taludes e barreiras, entre Coimbra e Serpins?
Creio que mais de 100 milhões de euros.
Sabiam que bastavam 20 milhões para electrificar a linha?
E as polémicas demolições na baixinha de Coimbra?
E os estudos sucessivos pagos a peso de ouro desde 1996?
Se fosse um desgraçado que fosse apanhado com a boca na botija ia logo dentro... Só que aqui foram gastos largos milhões, 20 milhões bastavam para electrificar a linha, só que provavelmente já gastaram mais de 100 milhões, e então ninguém pede contas?
Escaqueiraram um Ramal Centenário e soluções de transporte não há à vista...
Nem ninguém é responsabilizado?
Os habitantes e utentes do Caminho de Ferro de Miranda do Corvo e da Lousã constituíram um Movimento de cidadãos que efectuou uma marcha lenta na EN 1, com a participação de milhares de pessoas, (por duas vezes fomos a Lisboa) à Assembleia da Republica, cantamos as Janeiras a José Sócrates, não participamos nas Presidenciais (concelhos de Miranda do Corvo e Lousã), protestamos em jogos de futebol da Académica de Coimbra, tentamos ser em vão ser recebidos por dois primeiros ministros, ministros e secretários de estado.
O Estado não tem comparecido às Assembleias da Metro Mondego.
Quem descalça agora a bota?
Vários grupos de parlamentares vieram a Miranda do Corvo.
Protestamos. Até agora obtemos uma mera declaração de intenções. Só que a imagem parece que não passa na comunicação social. Pois neste país tudo é permitido...
Em inúmeras reuniões do Movimento pugnei sempre pela responsabilização criminal dos implicados, fui das poucas vozes a lutar, a remar. Apresentei o texto que anexo, lancei-o a debate na página do Movimento no Facebook.
Nas obras ainda em curso foi gasto dinheiro do Banco Europeu de Investimento.
Neste momento há duas empreitadas em curso que estão prestes a acabar. Depois disso não há nada e as obras vão parar. As obras do Metro Mondego/Ramal da Lousã nem sequer estão inscritas no QREN é a impunidade total!
Parece que em breve também não haverá dinheiro para os autocarros e agora quem descalça a bota?
Partiram tudo e agora!?
Como é?
Acabamos por enviar a participação para o DIAP B, do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra, vulgo 3ª Secção, onde estão os crimes de maior complexidade. Vamos ver o que isto dá...
Espero que a esperança possa ser devolvida a todos aqueles que um dia viajaram neste comboio e que agora utilizam o autocarro.

A queixa foi registada no DIAP B e o inquérito distribuído com o NUIPC 1896/11.6TACBR.
Sobre o Ramal da Lousã, deixo ainda uma breve história publicada por mim no Blogue Espaço Aberto:
Um cidadão revoltado com tudo isto, Mário Nunes


Monday, September 12, 2011

CP gasta 2,4 milhões euros por ano em autocarros


A CP paga cerca de 2,4 milhões de euros por ano em autocarros para assegurar o transporte nos locais onde as linhas já não funcionam.

"Se houver uma interrupção temporária da linha para obras, é uma coisa. Quando são situações em que a questão de prolonga, é outra", disse hoje à Lusa a porta-voz da CP.

Ana Portela falava à Lusa na sequência da proposta que a CP fez ao Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) no sentido de alterar esta situação e que é hoje noticiada pelo jornal Público.

"A chamada de atenção que fizemos à tutela foi: estamos há muito tempo com esta questão e, se calhar, é altura de olhar para isto. Eventualmente podem existir soluções rodoviárias alternativas na zona que permitam prescindir (dos autocarros assegurados pela CP)", acrescentou Ana Portela.

Contactado pela Lusa, o IMTT confirmou que está a analisar a situação, mas ainda não tem conclusões. A CP tem gastos mensais de cerca de 200 mil euros com empresas rodoviárias para assegurar o transporte nos eixos onde o comboio já não passa.

Na Linha do Corgo, as despesas com o transporte rodoviário são de 7.346 euros por mês, na Linha do Tâmega de 11.096 euros por mês e na Guarda-Covilhã 10.798 euros mensais.

Na ligação Figueira da Foz - Pampilhosa, a CP gasta 15.817 euros mensais e a fatia maior vai para o Ramal da Lousã, que liga Coimbra a Serpins, que custa 154 mil euros por mês.

Fonte: Diário Económico

Friday, August 5, 2011

A Bomba!

"ENCARECIMENTO DO PROJECTO EM 208 POR CENTO!"

"Tribunal de Contas muito crítico com as contas da Metro Mondego.
Utilização de verbas da sociedade para fins pessoais por antigos administradores e encarecimento de 208% do projecto são algumas das considerações do relatório preliminar que está agora em fase de contraditório."

Era esta a capa do Diário de Coimbra de hoje, espero que seja extraída a devida certidão e remetida aos serviços competentes para investigação criminal, doa a quem doer...
Pois, o nosso país está a precisar de exemplos.

Sunday, July 31, 2011

Passes da CP mais caros

Ora tomem lá, mais um aumento (intermédio dizem eles!), agora o passe de comboio/autocarro entre Miranda do Corvo e Coimbra (Parque) está mais caro, passou de 39,00 € para 45,65 €.

São só mais 6,65 €, coisa pouca para todos os mirandenses que se deslocam entre Miranda do Corvo e Coimbra.

Mas, em questão de aumentos de transportes, as coisas não vão ficar por aqui, em breve, a troika obrigará a novo aumento dos transportes e provavelmente antes do final do ano.

Pena, eles (PS, PSD e CDS) não terem elucidado os eleitores, dos aumentos que aí vinham, nem das particularidades do acordo que assinaram.

Se a via-férrea não for reposta e o serviço de transportes for substituído por autocarros, então saberemos brevemente quanto iremos pagar - é questão de perguntar aos munícipes do concelho de Penela quanto dão por um passe mensal de autocarro para Coimbra.

Sabem quanto?

Cerca de 100,00 € mensais, agora multipliquem este valor por 3 ou 4 e façam mais contas.

Compensará viver no futuro em Miranda do Corvo ou na Lousã?


 

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