Friday, July 27, 2012

Metro: muita consersa e nada resolvido

"A reunião dos accionistas da Metro Mondego (MM), agendada para hoje, terminou sem que fossem eleitos os órgãos sociais da sociedade e alterado um dos artigos dos estatutos, tendente à redução do número de membros do Conselho de Administração (CA). Para o dia 31 de Agosto ficou marcada uma nova assembleia-geral.
Convocada pelo fiscal único da MM, na sequência da renúncia aos cargos de todos os administradores executivos e não executivos, a assembleia geral extraordinária que se realizou hoje de manhã tinha por objectivo proceder a alteração ao artigo 16.º dos estatutos, visando a redução do número de elementos do CA de sete para três.
Destes, propõe-se que apenas um tenha poderes executivos, nomeadamente, a gestão corrente da sociedade e outros poderes e competências que venham a ser aprovados.
A eleição dos órgãos sociais era o segundo ponto da ordem de trabalhos, que acabou por não se cumprir, tendo sido reagendada uma nova reunião para discutir estes assuntos.
Tratou-se de “uma reunião sem desfecho”, afirmou aos jornalistas João Paulo Barbosa de Melo, presidente da Câmara de Coimbra, à saída do encontro.
O edil acrescentou que o representante do Estado, accionista maioritário da empresa de capitais exclusivamente públicos, pediu a marcação de uma nova assembleia geral para dar continuidade aos trabalhos e, em concreto, proceder à eleição dos órgãos sociais, cuja composição estará a ser ultimada e validada.
“Sem dramas, vamos esperar até ao fim de Agosto”, afirmou o presidente da edilidade conimbricense.
João Rebelo, antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e ex-administrador executivo da sociedade MM, é um dos nomes apontados para assumir a presidência do Conselho de Administração da empresa, segundo o jornal “Campeão das Províncias”.
O capital social da MM é maioritariamente detido pelo Estado (53 por cento), cabendo 42 por cento às câmaras municipais de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo (14 por cento a cada uma), 2,50 por cento à CP e 2,50 por cento à Refer."


Monday, July 2, 2012

Administração da Metro Mondego bate com a porta



“Os administradores executivos e não executivos da Metro Mondego renunciaram ao cargo, disse hoje à agência Lusa um dos elementos demissionários.
Nova onda de renúncias na empresa de capitais exclusivamente públicos.
Criada em 1996, com o objectivo de implantar um sistema de metro no centenário Ramal da Lousã (substituindo as automotoras a diesel por veículos eléctricos mais ligeiros) e na área urbana de Coimbra, a Metro Mondego é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, liderada pelo Estado e que tem como accionistas minoritários os municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.
O administrador não executivo António Simões, indicado pelo anterior Governo, apresentou hoje a sua demissão em carta enviada ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e revelou à Lusa que todos os administradores em funções estão também demissionários.
"O projecto está, desde Junho de 2010, numa fase totalmente indefinida, razão pela qual sinto uma enorme frustração, não pelo trabalho que os elementos do conselho de administração desempenharam, sempre com posições unânimes sobre o Sistema de Mobilidade do Mondego, mas por falta de decisões por parte do accionista maioritário desta sociedade", lamentou no ofício endereçado ao secretário de Estado.
O administrador executivo João Rebelo confirmou à agência Lusa que oficializou a sua renúncia ao cargo na sexta-feira, referindo que "deu seguimento a uma intenção já manifestada à tutela em Fevereiro" deste ano.
Por seu lado, o administrador não executivo Vassalo de Abreu garantiu que apresenta a sua renúncia na terça-feira de manhã.
"Sociedade é para manter"
A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, disse hoje que está agendada para 27 de Julho uma assembleia-geral da sociedade Metro Mondego para eleger uma nova administração.
"Não estou muito preocupada, pois a administração continua em funções  até ao final de Julho e está agendada uma assembleia-geral para 27, em que  um dos pontos da ordem de trabalhos é a eleição dos órgãos sociais", salientou  a autarca (PSD) à Lusa.

Fátima Ramos sublinhou ainda que, na última reunião da comissão de trabalho encarregue de recalendarizar as obras do projecto do metro, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, garantiu que a "sociedade era para manter e potenciar a sua actividade, pelo que atempadamente vai ser encontrada uma solução".  gestora do projecto do metro, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, garantiu que a "sociedade era para manter e potenciar a sua actividade, pelo que atempadamente vai ser encontrada uma solução".
"É preciso que o Governo defina o modelo"
Por seu lado, o presidente da autarquia da Lousã, Luís Antunes (PS), considerou que esta situação vem confirmar a sua posição: e crie condições para a sociedade Metro Mondego poder trabalhar".
 "Considero que esta circunstância irá fazer com que o Governo defina o modelo e as pessoas para criar uma entidade com capacidade de actuação", disse o edil, salientando que é preciso "optimizar ou reorganizar a estrutura para lhe dar operacionalidade".
Presidente da Câmara de Coimbra não comenta
Contactado pela Lusa, o presidente do município de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo (PSD), escusou-se a comentar a decisão dos administradores da Metro Mondego em funções.
 A agência Lusa tentou também obter um comentário do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, mas até ao momento não foi possível.
Três demissões este ano
No início de Junho, o administrador não executivo Carlos Ferreira, indicado pelo município de Miranda do Corvo, já tinha apresentado a sua demissão, considerando que os concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã não foram devidamente respeitados pelo Estado.
Carlos Ferreira, actual presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Miranda do Corvo, frisou que "a população desta região, que com sacrifício paga os seus impostos, não consegue entender como é possível que políticos irresponsáveis lhe tenham destruído o seu sistema de mobilidade, que para isso tenham gasto cerca de 150 milhões dos seus impostos, não o tenham reposto em funcionamento, e não sejam julgados por isso".
A administração da sociedade Metro Mondego estava confinada a estes quatro elementos, depois da demissão do presidente Álvaro Maia Sêco, em 30 de Novembro de 2010, e das saídas dos administradores Carlos da Cunha Picado (executivo) e Parola Gonçalves (não executivo) a 31 de Março deste ano.
A nomeação de uma nova administração está agora dependente da marcação de uma assembleia-geral, que terá de realizar-se ainda este mês.
Em cerca de 16 anos de actividade, a sociedade Metro Mondego foi responsável pela realização de duas empreitadas no Ramal da Lousã, desactivado há mais de dois anos, no valor de 150 milhões de euros, de um montante global de 447 milhões de euros, correspondente à intervenção de toda aquela linha, que tem uma extensão de aproximadamente 37 quilómetros.”

Fonte: Expresso
E mais no: Público

A telenovela e o folhetim seguem dentro de momentos…  

Monday, May 21, 2012

Metro a metro se constrói o Metro


Praça Luís de Camões, Lisboa, 14 horas, dia 23, quarta-feira.
Convidámos Deputados de todos os partidos.
Serpa Oliva do CDS já informou que vai à manifestação.
Manifestação em Lisboa e caminhada/maratona entre Lousã e Miranda
“Metro a metro se constrói o Metro” e “carril a carril se repõe o Ramal”
Na reunião do Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda, foi decidido organizar uma pequena manifestação em Lisboa, no dia 23 de Maio, em frente ao Ministério da Economia, para se recordar ao Governo as promessas feitas em Janeiro de 2012, quando mais de mil pessoas se deslocaram à Praça Luís de Camões para cantar as janeiras.
Manifestação em Lisboa dia 23 de Maio
No dia 23 de Maio, quarta, o Movimento Cívico pretende deslocar um grupo de mais de 200 pessoas a Lisboa para alertar o governo que as obras do Ramal da Lousã/metro Mondego não podem parar.
Esta delegação de centenas de pessoas pretende vincar que não deixarão cair em saco roto as promessas feitas pelo Governo de reunir com os presidentes de Câmara e de mandar colocar os carris e as catenárias nos troços em obras.
O Movimento Cívico espera que os principais autarcas de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda se juntem a esta manifestação. O Movimento deseja que Carlos Encarnação, ex-presidente da Câmara de Coimbra, que foi indicado pelo Governo para presidir à comissão interministerial que esta a reprogramar as obras, se junte a esta delegação. Recordamos que Carlos Encarnação se demitiu pelo Governo socialista não estar a executar, como devia e se tinha comprometido, as obras do metro Mondego.
Na reunião do Movimento Cívico foi reconhecido que a escolha pelo Governo de Carlos Encarnação é indicação que se pretende avançar com rapidez com o processo de implementação do Metro Mondego. Ninguém perceberia que quem se demitiu devido aos atrasos no processo viesse agora presidir a uma comissão que não contribua para a devida aceleração. Com o convite do Governo a Carlos Encarnação, que escreveu um livro a criticar o processo de lançamento e execução do Metro Mondego, há a certeza que o processo entra nos carris, sem novos disparates e desperdícios.
Pessoas interessadas em exigir ao Governo que cumpra as promessas devem contactar a sua Junta de Freguesia ou Câmara Municipal para se inscrever para a viajem a Lisboa, agendada para 23 de Maio.

 

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